A grande farsa da camada de ozônio



Reduzir emissões significa reduzir crescimentos

Andando contra a corrente, o professor e pesquisador paulistano Luiz Carlos Molion não se intimida ao afirmar que a teoria do aquecimento global é uma grande farsa. Graduado em Física pela USP (Universidade de São Paulo) em 1969, ele também possui PhD em Metereologia pela Universidade de Wisconsin, Estados Unidos e pós-doutorado em Hidrologia de Florestas pelo Institute of Hydrology do Reino Unido. Pesquisador Sênior aposentado do INPE/MCT e atualmente professor associado da Ufal (Universidade Federal de Alagoas), é também professor visitante da Western Michigan University e professor de pós-graduação da Universidade de Évora, Portugal. Tem experiência na área de Geociências, com ênfase em Dinâmica de Clima, atuando principalmente em variabilidade e mudanças. 
Com 40 anos de estudos na área, Molion aponta os pontos frágeis da teoria do aquecimento e friza que todos os indicativos desse fenômeno carecem de comprovação científica, o que desqualifica a veracidade da mesma. Além disso, o cientista afirma que estamos prestes a entrar num período de resfriamento global e explica as consequências que isso pode trazer a humanidade, além de comentar sobre política, interesses financeiros e comportamento midiático ante o tema do aquecimento.
Os estudiosos Monte e Harrison Hieb afirmam que “mais de 97% das emissões de gás carbônico são naturais, provenientes dos oceanos, vegetação e solos, cabendo ao homem menos de 3%”. Afinal, a emissão de gás carbônico (CO2) é ou não vilã do efeito estufa?
O CO2 não comanda o clima global. Embora exista uma grande incerteza, os fluxos naturais dos oceanos, vegetação, solos - incluindo os vulcões - para a atmosfera somam 200 bilhões de toneladas de emissões de carbono por ano. A incerteza que temos nisso é 40 bilhões para cima ou para baixo. É o erro possível. O homem coloca 6 bilhões de toneladas. Então qualquer tentativa que se faça de reduzir as emissões, como o protocolo de Kyoto, ou mesmo o circo que foi estabelecido em Copenhague, no final de dezembro, não vai influenciar a marcha do clima. Há um estudo, publicado na edição de novembro da revista Nature, em que pesquisadores ingleses mostraram através de análise dos últimos três interglaciais (períodos quentes entre as eras glaciais), que as temperaturas foram de 6 a 10°C maiores que o nosso interglacial, esse que estamos vivendo no presente. E na época, a concentração de CO2 era estimada na ordem da metade do que hoje, entre 180ppmv* e 200ppmv. Hoje nós temos 390ppmv. Portanto, como explicar que naquela época as temperaturas foram mais elevadas? Mais recentemente, entre 1922, 1923 e 1946, ocorreu outro aquecimento que foi equivalente a 60% do aquecimento total desses últimos 100 anos. As temperaturas recordes nos Estados Unidos até hoje não foram quebradas. 1934, um ano extremamente quente nos EUA, até hoje não teve esse recorde quebrado. Como é que eu vou explicar esse aquecimento se, no término da 2ª Guerra (1945) o homem lançava menos de 10% do carbono que lança hoje? Esse aquecimento só pode ter sido natural, causado pelo aumento da atividade solar e pelo fato de que os oceanos globais ficaram mais aquecidos. O oceano global, particularmente o Pacífico, que ocupa 35% da superfície terrestre, é um dos grandes controladores do clima.

Mas se o CO2 não é o vilão, o que causa o efeito estufa? Existe mesmo esse efeito?
Essa ideia surgiu com Joseph Fourier em 1828, e desde então todo mundo fala mas nunca ninguém provou. O efeito estufa é descrito na literatura como gases de vapor d’água, umidade do ar, CO2, metano, que absorveriam a radiação emitida pela superfície e reemitiriam em direção a superfície. Isso nunca foi provado. É mais provável que, na realidade, as temperaturas próximas da superfície sejam maiores por conta do próprio aquecimento do ar, da mistura – essa gasosa em que nós vivemos, cujo os componentes principais são nitrogênio, oxigênio e argônio. Praticamente aí temos 99,9% da atmosfera. Essas moléculas, em contato com a superfície terrestre aquecida, se aquecem e mantém a temperatura alta. No momento em que o ar absorve calor, se torna menos denso e adquire o que nós chamamos em física de empuxo. Esse gás sobe e o ar frio que está em cima dele vem e ocupa o lugar deixado. Cria-se então uma circulação e nós chamamos isso em meteorologia de convecção. Pra ser prático, se você olhar uma chapa quente, você espera que o ar mais quente esteja muito próximo da chapa. A 50 cm de altura, longe da chapa, a temperatura do ar provavelmente já não vai ser influenciada pela chapa quente. Da mesma forma, é possível que isso aconteça na superfície terrestre.

Independente da inexistência do efeito estufa, é inegável que o planeta vem sofrendo reações climáticas. Nós temos visto muita chuva, em especial na região Sul. Temos ainda a questão de geleiras que tem derretido nos pólos e também sobre as montanhas... Como explicar esses fenômenos se o efeito estufa é uma falácia?
São efeitos naturais. Por exemplo, nós ainda não sabemos exatamente porquê, mas o Oceano Pacífico passa por um ciclo de aproximadamente 50 a 60 anos, no qual ele esfria durante 25, 30 anos e depois se aquece pelo mesmo período. O último resfriamento foi entre 1947 e 1976, embora esse período coinscida com o pós-guerra, onde os aliados tomaram as indústrias dos alemães, japoneses e italianos. Ocorreu então um processo de rápida industrialização, o aumento da queima de combustíveis fósseis e, portanto, da concentração de CO2. No entanto, o clima permaneceu frio de 47 a 76 e isso coinscide com o resfriamento do Pacífico. Isso virou em 1977 – eu desconfio até que essa virada do Pacífico de frio pra quente em 1977 possa ter sido causada por um tsunami. Não temos provas, porque esses eventos são muito raros. O Pacífico então permaneceu quente de 1977 a 1998, e agora nós temos dados... Não é modelo, não é previsão, são dados de que o Pacífico voltou a se resfriar. Hoje a comunidade científica tem disponível mais de 3.200 bóias que estão à deriva, sendo levadas pelas correntes oceânicas. Essas bóias foram projetadas pra ficarem estáveis a 2.000 metros de profundidade. Ela afunda e se desloca durante nove dias e meio. Depois, aciona um sistema hidráulico, infla uma bexiga e começa a subir, medindo temperatura e salinidade. Quando chega na superfície, transmite os dados por satélite. Desde que esse sistema, chamado Argo, foi implementado a partir do final de 2002, as bóias tem mostrado que os oceanos estão perdendo calor. Some-se a isso o fato de que o sol tem um ciclo de 90 anos, e a cada 90 anos ele entra num mínimo de atividade. Foi assim no início do século XIX, no início do século XX e agora, a partir de julho de 2007, o sol entrou nesse mínimo de 90 anos e toda vez que isso ocorreu, os dados que nós temos desde os anos 1600 mostram que o sol tem a tendência de passar da ordem de 22 a 24 anos nesse mínimo. Portanto, o sol estando no mínimo, produzindo menos energia e os oceanos esfriando, está claro que para os próximos 20 anos é muito mais provável o resfriamento global, semelhante àquele que ocorreu entre 1947 e 1976.

E quanto as geleiras?
O derretimento do gelo no Ártico também é um fenômeno natural. Ele já ocorreu antes, no final dos anos 30 (1938-1940) e existem fotos de submarinos, de navios. Ele ocorre devido a um ciclo lunar de 18,6 anos chamado Ciclo de Precessão dos Nodos Lunares. São pontos em que a órbita da lua cruza o plano da eclíptica, onde estão o sol e os planetas. Significa que a lua vai descrevendo um bamboleio em volta da terra, como se fosse um peão que está rodando e que esse bamboleio completa o ciclo a cada 18,6 anos. Quando esse ciclo está no máximo, como foi agora de 2005 a 2007, a atração gravitacional da lua levanta os oceanos tropicais. Os oceanos tropicais ficam um pouco mais inchados por essa atração gravitacional da lua e criam um desnível de cerca de 10 a 12 cm com relação ao Ártico e ao Antártico. As correntes oceânicas então se aceleram, aumentam ligeiramente de velocidade e levam mais água quente da região tropical para o Ártico, por exemplo. Essa água, da ordem de meio grau mais quente, entra por debaixo do gelo que está flutuante. Nós sabemos que numa geleira ou em um iceberg, 90% fica embaixo d’água e 10% é a parte aérea. Essa água quente entra e começa a derreter a base da geleira que está submersa. Se ele deixar de ter os 90%, passar a ter 88, 87, a parte que está submersa não vai conseguir mais segurar a parte aérea e ela colapsa. As pessoas pensam que a parte aérea está colapsando por conta do ar que está aquecendo, mas não. No ártico as temperaturas mesmo no verão, continuam sendo negativas, muito abaixo de zero. As geleiras caem porque a base delas que está submersa diminui e não consegue sustentar a parte aérea. E tem mais. Gelo flutuante ao derreter não aumenta nível do mar, porque o gelo já vai deslocar aquele volume que a água vai ocupar quando derreter.

É possível prever consequências desse resfriamento para o Brasil, em especial?
Não com modelos climáticos, porque os modelos climáticos não representam bem os fenômenos físicos que ocorrem na atmosfera e que são responsáveis pelo clima. Mas o que a gente pode lançar mão são dos dados já observados. Ou seja, o sistema climático já nos deu a resposta. Nós estamos analisando vinte postos pluviométricos da cidade de São Paulo, por conta que é a maior metrópole da América Latina e tem problemas enormes. Um dos casos que nós já fizemos foi a série pluviométrica da Estação da Luz, que tem dados desde 1888. Pasme! A década que mais choveu disparado, com tempestades severas, foi a década de 1940. Bate todas as décadas nesse período da série que engloba 120 anos. Isso coinscide com esse ciclo de aproximadamente 60 anos que acreditamos ter o clima. E por aí você pode citar vários outros exemplos, em que os acontecimentos durante o período frio foram muito piores do que os acontecimentos durante o período quente.

Além de fenômenos naturais, como esse resfriamento pode afetar a economia?
No período de 1947 a 1976, a frequência de geadas foi tão grande, e geadas severas (em média uma a cada três anos) que simplesmente acabou com o cultivo de café no oeste do Paraná, porque o cafeeiro precisa de quatro anos pra entrar em regime de produção. Se a cada três anos você tem uma boa geada que mata a planta, você é obrigado a substituí-la, e a produtividade do café no Paraná era da ordem de 460 kg por hectare. Solos muito mais pobres do que o do Oeste do Paraná produzem 1.200 kg por hectare. Por quê? Porque não tem geada. Baseado nas observações daquele período, nós vamos ter por esses próximos 20 anos invernos mais rigorosos, no sul e sudeste com a frequência maior de geadas e de massas polares intensas. Observamos também - as análises mostram que as primaveras vão apresentar chuvas mais intensas, particularmente no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, e que o lado oeste (fronteira com a Argentina e o Paraguai), vão apresentar uma frequência maior de tornados. Também, nesse período de janeiro a março, uma frequência maior de tempestades em cima de São Paulo, Rio de Janeiro, parte do Espírito Santo e Minas Gerais vai ser grande por conta que há uma tendência da água do Ocenao Atlântico, próximo da costa, ficar um pouco mais aquecida. O contraponto é que de abril a outubro, o que a gente percebeu foi que o período seco naquela época de 47 a 76, ficou mais frio. Então, chove bem no período da estação chuvosa e depois entra por um período mais seco, sendo que no inverno temos incursões de massas de ar polar. Na agricultura, o impacto é muito grande porque no inverno há certas culturas como o trigo, que precisa de temperatura baixa. Mas se a geada ocorrer no período de floração, ela mata a planta e a perda é bastante grande. A cana de açúcar também entra em dormência com temperaturas abaixo de 18°C. Então, se nós tivermos períodos durante junho, julho e agosto, em que a temperatura no estado de São Paulo permaneça por vários dias abaixo dessa temperatura, isso vai levar a uma queda na produtividade da cana.

O protocolo de Kyoto e a COP 15 (15ª Conferência das Partes) procuram limitar as emissões de CO2 e culpam o homem por esse acréscimo do gás no ambiente. Mas pelo que conversamos, esses fenômenos acontecem muito mais pela própria natureza do que pela interferência do homem em si. É correto dizer que o homem é o responsável direto por esse aquecimento?
Não é correto porque o CO2 não controla o clima global. Na realidade o CO2 não é poluente, como quer a EPA (Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos). O CO2 é o gás da vida. Quer dizer, na hipótese absurda de acabar com o CO2 da atmosfera terrestre, acaba a vida no planeta, porque nós, como seres humanos, e os animais, não produzimos o alimento que consumimos. Quem faz isso são as plantas. Como a planta produz alimento? Ela retira o CO2 do ar e por meio de fotossíntese, reproduz amido, açúcares e fibras dos quais nos alimentamos. Todos os ensaios agronômicos feitos nesses últimos dez anos, mostram que quando, no caso de vegetação, você dobra a quantidade de CO2, a produtividade das plantas aumenta de 30 a 50%. Então quanto mais CO2 tiver, melhor é pra humanidade. O CO2 não controla o clima global, portanto o homem não é o responsável. Lembrando o seguinte: a terra tem 71% de oceanos e 29% de continentes. Desses 29% de continentes, 15% são constituídos de desertos, areias e de gelo permanente. Sobra então 14%. Dos 14% restantes, 7% são florestas. Algumas nativas, como é o caso da Amazônia, o Congo, Bornéu e outras plantadas, como é o caso da Europa ocidental. Portanto, o homem manipula apenas 7% da superfície do globo, com as suas cidades e seus campos cultivados. E o homem, embora não tenha capacidade de interferir no clima global, tem muita capacidade de interferir no clima local. Então as mudanças que ele faz, faz localmente e essas mudanças não tem condições de afetar o todo, já que são apenas 7% de todo o planeta – o planeta tem 510 milhões de km². Estou falando em 35 milhões de km², que o homem manuseia ou modifica. Claro está que há uma tendenciosidade de os dados publicados apresentarem uma tendência de aquecimento. Mas quando você olha os dados de temperatura obtidos com satélites e aí, nesse caso, os satélites cobrem os oceanos e os continentes, você vê que nos últimos 10 anos, os satélites tem mostrado o resfriamento global, e não o aquecimento. Portanto, o homem não tem capacidade de interferir no clima global, mas ele pode modificar muito o clima local.

Há um consenso na classe científica de que a terra está atravessando esse aquecimento global e você vai na mão contrária a esse discurso. Como é ser essa voz destoante no meio?
Realmente no Brasil eu tenho tomado a liderança, porque já estou há muito tempo nisso. Quando o Dr. James Hansen, do Instituto Goddard para Estudos Espaciais da Nasa fez um pronunciamento no Congresso Americano em 1988, que o homem estava aquecendo o planeta, logo depois, em 1990, eu publiquei o primeiro artigo, mostrando que a maior parte do aquecimento havia ocorrido entre 1923 e 1946 e que, portanto, o homem não podia ser responsável. Em 1995, publiquei artigo na revista Geofísica, que é do IPGH (Instituto Panamericano de Geografia e História), com o título de Global Warning: a Critical Review (Visão Crítica do Aquecimento Global), e para divulgação científica, naquele mesmo ano, publiquei na revista Ciência Hoje da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), também um artigo sobre aquecimento global mostrando que o aquecimento ocorrido tinha sido devido ao aumento da atividade solar e o fato de que os oceanos estavam mais aquecidos. O que eu quero dizer com isso é que eu não caí de paraquedas aproveitando a oportunidade. Não sou do contra simplesmente por ser do contra. Faz 40 anos que estudo o clima. Quando faço essa afirmação que estou na contramão, estou consciente e seguro do que estou falando. Agora, é claro que a gente sofre algumas penalizações, ou penalidades. Por exemplo, se eu tenho um artigo pra ser publicado e cai na mão de alguém que não gosta da minha linha de ação, ele vai impedir que meu artigo seja publicado. Da mesma forma que projetos que a gente coloca eventualmente vão sofrer retaliações, não vão ser aprovados por conta de haver uma confusão entre o que é ciência e o que é ambientalismo. Ambientalismo é uma ideologia, ciência não. Ciência é resultado de experimentos, experimentação. Existem dados, e se a minha hipótese está errada, os dados não vão comprovar. É o que está acontecendo com o aquecimento global. E na realidade vamos ter um resfriamento pelas próximas duas décadas até o ano 2030.

Se não há um aquecimento, existe pelo menos um movimento para fazer crer que ele existe. Você acredita em alguma forma de conspiração, ou algo semelhante, que possa justificar essa divulgação do aquecimento global sem base científica?
Como não existe comprovação, o que sobra são os interesses econômicos financeiros. Claro esteve na COP 15 que não havia nenhuma preocupação ambiental. Os africanos estavam lá pra saber quanto é que eles iam levar, os países insulares dizendo que o país deles estava afundando porque o nível do mar está aumentando, o que é uma besteira. O que a gente vê, tudo isso que é chamado de evidência de aquecimento global, não existe. Não existe comprovação científica, então só pode ter interesses econômicos financeiros. Thomas Robert Malthus, em 1798, aconselhou os dirigentes dos países desenvolvidos dizendo o seguinte: esses países subdesenvolvidos, eles vão querer crescer. E a medida que a sua população crescer, eles vão consumir mais matérias primas e vai faltar para nós. Então é importante que a gente limite o crescimento populacional desses países. Isso Malthus, em 1798. Eu receio que a velha teoria malthusiana esteja sendo desenterrada, agora travestida de um ambientalismo, um eco-malthusianismo e parece claramente que é um esforço que os países desenvolvidos, notadamente o G7, vêm fazendo para evitar o desenvolvimento dos outros países, em particular, o famoso Bric (Brasil, Rússia, Índia e China).

Você acredita que o IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) é mais um instrumento desse interesse econômico?
Claro, porque o IPCC, como o próprio nome diz, é intergovernamental. As decisões do IPCC não são científicas. Elas aparecem assim mascaradas de cientistas, mas não são. Poderia gastar muito tempo falando sobre acontecimento semelhante que foi a destruição da camada de ozônio, a hipótese da destruição da camada de ozônio, pelos compostos de clorofluorcarbono (CFC). E na realidade não houve. Um dos signatários do Sumário Executivo para os Formuladores de Políticas de 2007 do IPCC, o Dr. Mário Molina, foi quem surgiu com a hipótese que os CFCs destruiam a camada de ozônio. Na época, na ECO 92, debati com ele. Mostrei para o público que do conjunto de seis equações químicas que ele tinha, a quinta estava errada. Na hora ele disse que tinha que dar nota zero ao professor Molion e que eu tinha que voltar aos bancos escolares para aprender mais química. Devido a essa informação, bem propalada na imprensa, eu literalmente fiquei afastado, na geladeira (sic). O Mário Molina virou prêmio Nobel de Química em 1995. Agora, há dois anos, o pessoal da Nasa, do Laboratório de Jato-propulsão (JPL), mostrou, em laboratório, que a equação do Mário Molina não poderá, ou poderia ocorrer na estratosfera. Então, naquela época o que queriam era eliminar compostos de clorofluorcarbono, que eram compostos excelentes, não tóxicos, não corrosivos. Substituíram com tóxicos, tanto assim que o SUVA R- 134a traz uma caveira no rótulo, com a inscrição: cuidado! Se inalado pode causar morte.

Quem se beneficiou com isso?
Algumas grandes indústrias. Ou seja, na realidade a eliminação do CFC sobre a hipótese não comprovada de que eles destruiam a camada de ozônio foi um golpe neo-colonialista. O colonialismo tradicional consiste em manter tropas na colônia, pra manter a ordem. O neo-colonialismo lança mão do sistema financeiro e da tecnologia, para tranferir recursos de países pobres para países ricos. A substituição do CFC foi um golpe neo-colonialista, o maior golpe comercial do século 20. O aquecimento global antropogênico, produzido pelo homem da queima de combustíveis fósseis, também é uma forma neo-colonialista, certamente impedindo que os países se desenvolvam. A consequência disso é o aumento da desigualdade no mundo. Ao invés de caminharmos para um mundo que seja mais justo, para uma melhor distribuição de riquezas, caminhamos no sentido contrário, porque reduzir as emissões significa reduzir crescimento econômico.

As opiniões contrárias ao aquecimento global são pouco divulgadas pela mídia. Como especialista no assunto, qual a sua opinião sobre esse comportamento midiático?
A mídia brasileira, eu não saberia dizer se é por ignorância ou se é por falta de crítica, aceita tudo que vem de fora, sem parar pra pensar e fazer uma reflexão crítica sobre essas afirmações. Vale isso também para o nosso governo. O governo mandou para Copenhaguem uma delegação de 800 pessoas. Não sei o que foram fazer. Não sei se é por ignorância ou por conivência. Acho que a história no futuro vai falar. De repente, nesses últimos três anos, a mídia tem me dado um espaço que eu mesmo estou surpreso. Gravei um programa em um canal de TV aberto que foi um sucesso. Tiveram uma audiência superior a sete milhões de pessoas, fora as rádios que transmitiram simultaneamente e que eles não tem condições de avaliar. Então, não sei, talvez o fato de que a mídia, os nossos repórteres desconheçam os fatos científicos, confundam as coisas, mas certamente uma parcela da mídia pode estar conivente com a situação. Há interesses sempre em mostrar pragmáticos e dizer que essas catástrofes estão ocorrendo agora e que não ocorriam antes, quando na realidade os dados mostram que ocorreram antes. Em uma entrevista que dei recentemente, a repórter disse que “esse é o janeiro mais chuvoso dos últimos 73 anos”. Ora, o mais chuvoso dos últimos 73 anos significa que há 73 anos já choveu tanto quanto. Portanto, não é um fenômeno novo e não é resultante de umas moleculazinhas (sic) de CO2 que o homem coloque na atmosfera.

Para você, como estudante do clima, e independente da sua constatação do resfriamento que nós vamos atravessar agora, o que é mais benéfico para o globo? O resfriamento ou o aquecimento?
Essa pergunta é interessante porque me lembra o fato de ter ouvido do ministro (Celso) Amorim que nós tínhamos que manter as emissões num nível em que a temperatura não ultrapassase os 2°C, como se o planeta Terra e o sistema climático fosse um aparelho de ar-condicionado em que você registra a temperatura 17° e aí a temperatura é mantida em 17°. Isso é absolutamente ridículo, porque os grandes controladores do clima são o sol e os oceanos. Se pudesse escolher, escolheria o aquecimento, porque a história humana mostra que as civilizações cresceram em períodos de aquecimento. Desde a última era glacial, que terminou provavelmente há 12, 15 mil anos atrás, foi que a civilização que nós conhecemos se estabeleceu. Assírios, babilônios, egípcios... foi do chamado período quente romano, o Ótimo Climático Romano. Já no período a partir de 1350, até o início do século XX, houve um período de resfriamento que foi muito ruim. Nos resfriamentos não só há frustrações de safra, como geadas antecipadas e as vezes geadas tardias. Esses períodos frios são muito ruins pra humanidade. Você pode ver em qualquer estatística que morre muito mais gente no período frio que no período quente e as grandes epidemias também se alastraram nos períodos frios. Se eu tivesse que preferir, certamente votaria para o aquecimento global mas, infelizmente, nós vamos passar por um resfriamento nesses próximos 20 anos. Agora, não se preocupe, porque depois disso volta aquecer de novo.

No vídeo abaixo assista a palestra sobre a Farsa da camada de ozônio e o Aquecimento global.


*Um ppmv significa uma molécula em um milhão. Por exemplo, a concentração de 5 ppmv de CO2 significa que pra cada 1,000,000 de moléculas no ar, 5 moléculas são de CO2.

Fonte: site destaqueempresarial.com


Postar um comentário

Regras dos comentários:
-Todos os comentários serão moderados
- Não xingue, não ofenda
- Pode deixar seu endereço de site ou blog, mas não o link do mesmo, obrigado.